
“Entre o céu e a
Terra”: Aparições Marianas e ufológicas
no Piauí
1. Localidade Castelete: Símbolo de
religiosidade
Ao longo destes dois anos e meio que o grupo UPUPI
vem pesquisando supostas atividades ufológicas no interior do Piauí,
deparamos com um cenário tipicamente conhecido pela maioria dos que
apreciam o fenômeno. Geralmente as manifestações procuram seguir
certas semelhanças de acordo com o nível de contato. Acontece também
que em alguns fatos investigados pelos pesquisadores que se dedicam
a essa área, muitos se deparam com aparições que tendem a
encaixar-se dentro de parâmetros tipicamente religiosos. Levando
muitos ufólogos a certos questionamentos. Ampliando mais ainda o
caráter misterioso dos supostos ufos ou óvnis.
Podemos admitir
que em certos casos a religiosidade e a ufologia estão intimamente
“entrelaçadas”, talvez ocasionada pelos erros de interpretação ou
manipulações psicológicas que ganham consistência com o passar do
tempo. Há também outras possibilidades que parece indicar unicamente
apenas um tipo de fenômeno e que se torna mascarado pelo outro. Mas
se os dois estiverem ocorrendo simultaneamente, então o assunto
ganha volume e abre um leque de inigualáveis suposições. Haverá
sempre a necessidade do investigador (es) não cair na teia
discursiva dos populares, procurando aprofundar-se gradativamente,
arquivando os depoimentos para conclusões posteriores.
Dentro desta ótica e procurando entender como
se comporta a fenomenologia ufológica em nosso Estado (Piauí),
resolvemos conhecer uma localidade conhecida como Castelete que fica
próxima do município de Pau d´arco do Piauí. O local é de
peregrinação religiosa, onde alguns moradores locais no passado
tiveram encontros com as chamadas Aparições marianas. Tínhamos
informação que na região também se manifestava atividades
ufológicas, e essa diversidade de ocorrências despertaram nosso
interesse para um campo de investigação inusitado. Essa dualidade
envolvendo religiosidade e ufologia instigou-nos a vivenciar in loco
o relacionamento da comunidade com este duplo
fenômeno.
Estivemos naquela localidade na tarde de sábado,
02 de junho de 2007. O percurso é feito com certa tranqüilidade
(asfalto), e o tempo de deslocamento da capital (Teresina) não
ultrapassa uma hora e meia (70 Km aprox.). Ao chegar no município de
Altos, no primeiro sinal de trânsito dobra-se à direita, seguindo
uma estrada pavimentada (PI) ligando aos municípios de Alto Longá e
Beneditinos. Quando se cruza uma bifurcação a uns vinte quilômetros
aproximadamente, segue a estrada da direita. Em poucos minutos
chega-se ao referido lugar.
No trajeto, pode-se observar
após os limites rurais do município de Altos, que a natureza
caprichou em suas formações geológicas e
geomorfológicas.Visualizam-se também muitos morros, e estas
características estimulam nossos pensamentos na tentativa de
encontrar respostas dentro da nossa área investigativa. Quando se
pesquisa atividades ufológicas é preciso estar atento ao ambiente
envolvido e não somente nos casos acontecidos, porque este conjunto
de informações abre espaço para as possíveis justificativas destas
manifestações.
No primeiro ponto que paramos na localidade
para começar nossas investigações, por obra do destino ou algo
maior, conhecemos Socorro Alves, responsável pela Capela que ali se
encontra. Pessoa acolhedora e de uma religiosidade admirável, logo
facilitou nosso trabalho de campo, narrando os fatos que envolveram
as aparições de Nossa Senhora da Conceição. Após uma conversa
informal em um estabelecimento comercial ali presente, logo subimos
aquele morro juntamente com o Senhor Vagner, morador local, para
conhecer a capela e ouvir da mesma in loco uma retrospectiva das
manifestações religiosas daquele santuário.
Socorro contou-nos que em 29 de Abril de 1958,
um morador daquela comunidade conhecido como Venâncio, homem de fé e
temente a Deus, invocou a providencia divina para que amenizasse a
seca que castigava aquela região. Se a graça fosse alcançada, o
mesmo faria penitencia e orações. Naquele mesmo dia que fez o
pedido, a noite sonhou com uma mulher que indicava aquele morro como
local que o mesmo deveria cumprir o que prometera para conseguir a
graça. No dia seguinte subiu aquele ponto específico e começou a
realizar a sua promessa. No alto teve o seu primeiro encontro com
uma mulher que logo identificou a aparição como sendo de Nossa
Senhora da Conceição.Ao descer e seguir até sua casa pôde observar
uma intensa chuva que marcou um ano de fartura, todo o legume e a
plantação em geral indicaram que o seu sacrifício tinha sido
atendido. A partir deste momento a sua família começou a participar
das penitencias, e os vizinhos e curiosos conhecendo a história
também se incorporaram às romarias.
Com o tempo padres celebravam missas no local e
grandes peregrinações enraizaram-se naquela localidade, marcando um
festejo que se inicia no final de novembro até o dia oito de
Dezembro, que é consagrado a Nossa Senhora da Conceição. Socorro
falou-nos que Venâncio teve vários encontros sobrenaturais e que
também outras pessoas também puderam vivenciar a mesma experiência.
Por ser ainda pequena na época dos intensos movimentos religiosos,
lembra somente do senhor Ângelo Carlos, pedreiro daquela região e
que fazia os serviços na capela. Conta ela que este senhor teve o
seu primeiro encontro marcado por uma intensa ventania no alto
daquele morro. Ela afirma conhecê-lo e garante que o mesmo é de bom
caráter e de muita responsabilidade. Ainda hoje ele sustenta os seus
encontros, e que o mesmo mais ouvia das aparições do que falava. Na
sua última visão ela comentou que não mais apareceria, mas que o
milagre continuaria. A sua ausência seria porque o lugar havia se
transformado, a população não estariam vivendo a fé em sua
totalidade. No período de festejos havia muita devassidão,
bebedeiras, e que a objetividade de um ponto religioso e sagrado
estava adulterado.
Socorro relatou-nos ainda sobre algumas rochas
que os populares costumam levar daquele local para fazer remédios,
aplicações sobre o corpo. Ela Relatou que pessoas testemunharam as
suas curas devido ao produto (até de câncer). Lembrou-se de uma
enfermeira que trabalhava no hospital São Marcos em Teresina
(Piauí), com problemas de queimadura no braço. Já havia usado vários
medicamentos e sem evolução no tratamento. Um certo dia a sua irmã,
comentou com esta colega de trabalho se a mesma acreditava que
poderia ser curada pela aplicação do pó daquela rocha. Confirmou
para a amiga que se fosse para ficar boa teria fé. Em pouco tempo
estava completamente sarada. Devido à cura a mesma levou o produto
para sua filha e outras pessoas que residem em São Luis (MA) e até
para São Paulo. Este fato foi mais inusitado porque a enfermeira era
evangélica.
Tivemos informação que no passado estranhas luzes
foram vistas sobre aquele morro, fazendo movimentos irregulares,
circulares e de subidas e descidas. Outros fenômenos eram associados
às estranhas movimentações de pássaros que se deslocavam para aquele
ponto. Socorro confirmou que de sua casa que fica a um quilometro
distante dali via estas aparições. Estes fatos foram mais intensos a
uns quinze anos atrás.
2.Vigília em local místico
Após a narrativa de Socorro Alves naquele local
de grande peregrinação religiosa, pedimos a permissão para passarmos
a noite naquele ponto.Tivemos a confirmação da mesma que gentilmente
deixou-nos à vontade e indicando os pontos onde poderíamos nos
abrigar. Há próxima a capela algumas casas que servem para as
atividades dos festejos no fim do ano. O local tem iluminação, mesa
e balcão, contribuindo para que se realize algo tipo lanche, jantar
etc.
Como o carro se deslocou somente até uma parte do morro, já
que o resto é feito a pé devido às inclinações rochosas, voltamos
para pegarmos mochilas e acessórios para a nossa pernoitada. Após um
lanche reforçado e agilizando o melhor ponto de observação,
preferimos ficar na parte lateral da Capela voltado ao ponto norte
geográfico. Neste mesmo lado existe uma escadaria que dar acesso à
imagem de nossa senhora da Conceição encravada na rocha.
Tínhamos
a possibilidade de armar nossas redes na casa, mais preferimos ficar
a céu aberto para melhor visualização. Quando a noite chegou,
ficamos maravilhados e contemplando a imensidão do universo com suas
infinitas estrelas. Já havia um bom tempo em que este visual nos
causava saudade. Diante de algumas atualizações e reflexões do que
havíamos progredido naquela pesquisa, discutimos por algumas vezes
sobre o que faríamos na manhã seguinte.
A noite só não melhor
para visualizar alguma atividade supostamente ufológica porque
tivemos a companhia da lua. Era o dia posterior a cheia, e sua
luminosidade sobrepôs aos outros pontos de menor intensidade.
Sabíamos que dificilmente alguma atividade desconhecida poderia ser
observada, mas o nosso objetivo era conhecer o lugar e estabelecer
um novo ponto de contato e mapeamento. Mas à noite ainda nos
reservava alguns fatos que vale aqui descrevê-los.
Num certo momento em que o grupo conversava, um
membro sentiu sede e procurou nossa garrafa térmica com água.
Tínhamos deixado na casa de apoio que fica a uns 40 metros do ponto
que estávamos. Havia necessidade de uma lanterna porque as luzes que
ali iluminavam estavam desligadas. No percurso, as escadarias
necessitavam de boa visibilidade por causa de sua inclinação. Ao
retornar notamos um semblante diferente naquele pesquisador que foi
logo dizendo que alguém havia aberto as portas da capela. Era tarde
da noite e o trajeto lá de baixo fica complicado de ser feito pela
distancia e escuridão. Mesmo porque do alto acompanhamos o apagar
das luzes dos moradores. Há única possibilidade seria uma brisa
forte. Mais do ponto onde estávamos não foi percebido
nenhuma.
Mais tarde outro membro do grupo levantou-se para fazer
alguns alongamentos que são rotineiros em nossas vigílias, já que o
desconforto de estarmos muitas vezes no chão nos causa dores
musculares (Embora protegidos por colchão). Isso só acontece quando
não temos a possibilidade de armarmos nossas redes para melhor
contemplação do espaço a nossa volta. Neste percurso ele resolve ir
até aos degraus que dar acesso a imagem cravada na rocha e ao
tocá-lo chama outro integrante para fazer um registro de vídeo
narrando o que sentiu. O mesmo não tem nenhuma crença religiosa, mas
foi testemunha de arrepios que lhe fizeram refletir a necessidade e
busca interior para assuntos religiosos. Foi categórico em afirma
que era momento de novas reflexões.
Algumas horas mais tarde, nós
conversávamos descontraídos e um terceiro membro observa uma luz que
oscilou algumas vezes e com certo brilho a nordeste do ponto de
vigília. Após alguns questionamentos sobre a estranha luminosidade,
todos ficaram em silencio para observar outras manifestações. Meia
hora depois novamente se repete o fato e em silencio escutamos um
som que esclarece o acontecido. Era de fato um foguete (fogos de
artifício) disparado com certa distancia e que levava alguns
segundos para a propagação do som atingir-nos. Observamos ainda
vários aviões que se deslocaram para a capital piauiense.A noite
encerrou-se com cantos de corujas e pássaros noturnos.
3.Atividades ufológicas em Pau d´arco
do Piauí
Pela manhã, após um café consumido ainda naquele
santuário, resolvemos fazer um curto debate (registrado em vídeo) em
frente aquela Capela para avaliarmos nossos pontos de vista. Das
viagens realizadas a outros municípios ainda não tínhamos deparado
com um lado da ufologia envolvida com a religiosidade. Um fato
inusitado como este era necessário expor algumas reflexões pessoais
in loco. Os ensaios foram positivos porque despertou no grupo a
necessidade de constantes avaliações individual e também coletiva.
Após o registro, descemos o morro e partimos para o município de Pau
d`arco do Piauí que fica a uns quatro quilômetros aproximadamente
daquela localidade.
Chegamos àquela cidade e logo nos encantamos
com um visual diferente. O que nos chamou a atenção foi que embora o
município seja pequeno, as ruas encontram-se alinhadas e bem
calçadas. As praças com banheiro público e muito limpo, indicando
uma boa administração. Não tivemos a oportunidade de conversar com a
autoridade local, o que ficou para o nosso retorno. Mais fazendo uma
rápida visão panorâmica pelo município constatou-se que os órgãos
públicos (ex: sede da prefeitura, etc.) aparentavam uma constante
reforma. Tudo indica que o crescimento municipal segue uma certa
organização estrutural e arquitetônica, priorizando o avanço, mais
com uma ótica bastante simétrica.
Conhecemos o senhor João
Sergio, 54 anos, morador daquele município. O mesmo nos contou suas
duas experiências mais próximas com o suposto óvni que vem
aparecendo por aquela região há muitos anos. Afirmou que é costume
dos populares presenciar o objeto luminoso se deslocando de um ponto
a outro da serra local. A mesma, do ponto onde estávamos realizando
a entrevista é visível. Às vezes o referido óvni em seu trajeto para
por algumas vezes para depois reiniciar o seu percurso. A sua
luminosidade é bastante intensa e de coloração
vermelha.
Relembrou-nos que no ano passado (2006) no mês de
novembro, saiu com seu cunhado para uma pescaria no rio gameleira
que fica há alguns quilômetros do referido município. Este hábito é
costume de grande parte da população local, e como tal seria uma
noite qualquer se não tivesse vivenciado uma experiência inusitada.
Como ele afirma em suas palavras:
- “... Eu tava lá no rio gameleira, (...) era
dez e meia da noite, (...) tava eu e meu companheiro. Nós tava
pescando ali calado, debaixo de uns pés bonito de ingarana (um tipo
de arbusto). Numa sombra. (...) E quando demo fé vimo aquele claro
vindo pra cima.... Na malha do rio é limpa.... E aquele claro vindo
de lá pra cá.... Mais baixinho, ele vinha baixo que clareava a água,
dando o refleco embaixo. Ai eu disse que diacho é
isso agora! Ai eu parei a vara do anzol e fiquei calado na minha. Ai
quando ele passou por nós, com aquela chiagem veia.
Rapaz! ...isso vinha um froco de
luz!chega vinha clareando a água. Mais embaixo tinha outro pessoal
que se esconderam. (...) O pessoal tem que se esconder!...
Não pode fica perto, porque ninguém sabe o que é que ele
quer fazer. (...)Ai ele passou direto.... Ai nós olhando
pra ele, ele passou por cima da ponte, desceu na curva do rio,
acompanhado o rio todo o tempo... Ai nós ficamo com medo. Desde
desse dia pra cá, nós pesca mais com cuidado, (...) nós tem
medo, ele já apareceu muitas vezes lá,... Tem nego
que corre da malha do rio. (...)
Ninguém sustenta, ele é um frio
danado, quando vem é um vento. Desde esse dia pra cá eu
vejo ele sempre passando aqui dá cidade lá na serra.”
[Mediador: Você deu para perceber o formato
dele?] “... Não, ele é assim uma tarrafa, ele é
feito assim de uma malha. Deu pra mim ver
ele assim bem de perto, como daqui naquele poste, (...) mais
ele é feito assim de uma malha, (...)ele não tem esse
negócio de um tambozão(...).Só na frente ele tem
assim um quadro, (...) mais ou meno assim de um metro na frente com
aquelas tochas. (...)pra trás ele
tem uma malha. (...) ele não é coisa boa
que a gente confie nele!... ai todo mundo
ficou com medo, todo mundo tem medo.” [Mediador: o barulho
dele?]”...Não!...o barulho dele....ele não tem
barulho!...o barulho dele é só aquele
chiado que ele faz(...) aquele chiado e
pronto, (...) ai ele vai se embora. (...) Não tem barulho como
carro, nem avião. (...)Porque aquilo ali é um problema,
ninguém não sabe o que ele quer fazer com a
gente. (...)a gente tem que se
esconder.”
[Mediador: Da outra vez que você
viu?] “... Foi há três meses atrás, ele passou por cima
desse pau bem ai! (...) descendo, (...) um farolzão
que clareou essa faveira. (...) Por cima da faveira a gente via que
a claridade dava nas folhas”.[Mediador: Qual era o
horário?] “... Era umas três horas da madrugada, (...) eu
tava deitado aqui na rede”.[Mediador: Nesse dia o senhor
estava sozinho ou com alguém?] “... nesse dia eu tava
sozinho. (...) de dias em dias ele passa”.[Mediador: que cor
é essa luz?] “... Ela é assim vermelha, (...) é um
froco, que eu quero que veja”.
Questionado sobre as
pessoas que se encontravam no rio no dia do contato, se ele conhecia
alguém, não pôde afirmar os nomes, pelo fato de só tê-los visto de
longe. Porque cada um seguiu seu rumo depois do incidente. João
Sergio finalizou a entrevista afirmando que: - “O rio
gameleira ta aprovado pra ele”.
Como o nosso tempo é corrido, partimos para o
rio gameleira para conhecê-lo de perto e estabelecer um ponto de
vigília futura e de contato com alguns moradores. No caminho paramos
em um estabelecimento comercial, havia alguns populares ali reunidos
e existia a possibilidade de alguma informação sobre as supostas
aparições ufológicas naquela região. Estávamos certo quando
conversamos com o proprietário senhor António Cruz, este relatou que
alguns populares já chegaram assustados em seu comercio porque foram
perseguidas por uma luz que aparece em uma passagem (pequena ponte)
a uns duzentos metros dali. Ele mesmo ainda não viu, mais contou-nos
que presenciou um avistamento quando certa vez dirigia um caminhão
ainda cedo da noite. Saiu do município de Altos e ao dobrar na
bifurcação que dar acesso ao no município de Pau d´arco, percorrendo
alguns quilômetros a frente e numa ladeira, viu uma intensa
luminosidade invadir o interior do automóvel. Tentou situar a origem
daquele objeto causador, mais como tinha que manter a atenção no
volante, não conseguiu descobrir. Descartou ser algum meteoro,
porque demorou um certo tempo e o brilho era muito intenso. Após
alguns segundos tudo voltou ao normal, fazendo o resto do percurso
sem nenhuma anormalidade.
Quando realizávamos esta entrevista, chegou
aquele estabelecimento o senhor António Rita, morador daquela
localidade. Ao ouvir a nossa conversa sobre as supostas luzes que
interceptaram pessoas daquele lugar, foi logo afimando:
- “...
Eu também já fui vítima, (...)
eu mais compadre Timotio (...) lá naquela
passagem, a meia noite”.
Após esta
pequena conversa com este senhor nos dirigimos até as margens do rio
gameleira. Fizemos um pequeno reconhecimento da área, algumas
filmagens com narrações e estabelecemos o nosso futuro ponto de
vigília. Pudemos comprovar que o rio é extenso, possibilitando
caminhar sobre o seu leito pelo fato de ter muitas formações
rochosas (Lajes). No local que paramos, existe ponto de abrigo
indicando que a população local utilizam as suas águas para diversão
e lazer.
Conversamos também com Evandro da Cruz Melo,
morador da localidade Cocal que fica alguns quilômetros daquele rio.
Este confirmou que alguns populares já presenciaram o fenômeno
luminoso sobrevoando aquela área. O fenômeno já vem ocorrendo a uns
quinze anos aproximadamente. Questionado se o mesmo já presenciou
alguma aparição, foi categórico em dizer que: - “... graças
a Deus não. (...) Mas aqui muita gente já
correu”.
Depois desse diálogo, seguimos o percurso de
volta, parando novamente em Castelete para agradecer Socorro pela
atenção concedida. A viagem de volta a Teresina percorreu na maior
tranqüilidade, chegando na capital piauiense próximo do meio dia.
Decidimos durante aquele trajeto, a necessidade de nosso retorno e
aprofundamento de nossas pesquisas naquela vasta área ainda
intocável, do ponto de vista ufológico.

Participaram da
pesquisa:
Leonardo, Francisco Aristides, Flavio
Tobler,
Igor Patrik, João Júnior.
Mediadores nas
entrevistas:
Igor Patrik
Flávio Tobler
Francisco
Aristides
Fotografia e Filme
digital:
Francisco Aristides.
Gravação dos
depoimentos:
João Júnior
Igor
Patrik.
Apoio Técnico:
João
Júnior
Leonardo
Coordenador da
pesquisa:
Igor Patrik
Filmagens
VHS:
Flávio Tobler
João
Júnior
Redação:
Flávio Tobler
Núcleo da UPUPI
Junho de
2007